terça-feira, 2 de junho de 2009

Àqueles que se dizem justos

Tenho acompanhado nas últimas semanas dois sites de divulgação de notícias, um referente à revista Times, dos EUA, e outro ao jornal O Estadão, de S. Paulo. Algo chamou-me muito a atenção: indivíduos de diferentes culturas e nacionalidades, alegando o direito dos norte-coreanos de lançar bombas atômicas do mesmo modo que a potência americana fez anos atrás, têm criticado o governo norte americano e a ONU devido à sua postura perante a Coreia do Norte.

Pois bem, estão certos em criticar o absurdo cometido pelos Estados Unidos ao explodir insanamente duas bombas atômicas, em Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Grande Guerra, uma vez que os japoneses já não haviam mais chances claras de um contra-ataque e estavam praticamente rendidos. Foi algo extremamente condenável e que deveria ter repercurssões maiores, como sanções e restrições ao país.

Porém, o que os críticos não percebem é que uma ação não justifica a outra, e portanto é errado pensar que, devido às atrocidades cometidas no passado, outras nações e governos possam fazer o mesmo.

Felizmente, nossa sociedade ainda sabe prezar pelo bom-senso em prol do bem humanitário geral, sendo racionalmente movida pela ideia de não defender sob hipótese alguma as decisões insanas e irracionais que vêm sido tomadas pelo governo de Pyongyang.

Para aqueles que defendem a Coreia do Norte e dizem ser ela corajosa por peitar a maior potência militar do mundo, digo apenas isso: esses só irão acordar no dia em que olharem para cima e virem um cogumelo colossal de fumaça, acordando dias depois numa cama de hospital recebendo notícias de inúmeros familiares e amigos cruelmente aniquilados pelo ataque de um certo governo que por certo tempo haviam defendido...

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